terça-feira, maio 24, 2005

Limitador de Velocidade 1

Quando é bom e desconfiamos, temos que racionalizar para, só depois, contemplarmos que é, realmente, algo bom.
Quando é bom, não sabemos como dizer que sim, e não dizemos nada.
Quando é bom dizemos nada para não tornar mau o que ainda é melhor. E isso é bom. Até ver.

Redundância 1

O Sr. Sampaio, no Japão, diz-se preocupado.
Nunca pensei que o primeiro voluntário e a primeira sugestão surgissem tão rápidos.
Viva o ISR, Imposto Sbre a Redundância.
Sayonara, ò Banana.

Défice 1

Quem me dera um défice de 7%.
Eu tenho mais e não tenho ninguém a quem cobrar impostos.
Algum voluntário, por exemplo, para o imposto da estupidez?
Aceitam-se sugestões outras...

Sentido de Oportunidade 1

Nada melhor do que procurar emprego em 2004. Demorei 6 meses.
Mais oportuno´só procurar emprego em 2005. Quanto tempo tem o tempo?

Jogo de Espelhos 1

Uns tempos a apostar forte num jogo de vitória improvável.
Jogo perdido.
Procuro consolo, também aqui. Pode ser que suceda, aqui também, a construção improvável de alguém se sentir consolado.

Enjoo1

Devido aos efeitos perniciosos do cloro sobre os meus bem nutridos pulmões, enjoei o Português Suave Amarelo.
Que é que se faz quando se enjoa o tabaco? Ele há artistas que deixariam de fumar. Cá o je, mudou de marca. E não me sentia bem a fundar o www.luckystrikered.blogspot.com.
Agora que o enjoo passou (ou quase) é à boleia de um PSA que digo boa noite.

quarta-feira, março 23, 2005

Bom Dia4

Semana rápida sem tempo de saborear.
Já estou de fds. Viva a Função pública.
Agora sim vai haver vida para Postar. E liberdade.

domingo, março 20, 2005

Tédio1

A énésima operação de desvio ao tédio resultou moderadamente ontem.
Foi bom ver caras de que gosto.
Foi mau ver caras de que não gosto.
Foi mau não ver caras que desconheço, mas poderia gostar.
Foi mau e bom ver que uns há, em que eu, nem a tiro.
Foi bom cumprimentar estes, ser simpático (coisa rara) e obrigá-los e estenderem o presuntinho.
Foi mau a música, mas isso é a regra nos dias que correm.

Conclusão: prá semana há mais.

Poesia em Saldos

Dica da Semana:

A Assírio de Miguel Bombarda (como se cá tivéssemos outra!) tem, amanhã, Segunda, dia 21, saldos de 50% em boa parte das estantes.
Toca a aproveitar, mas deixem alguma coisa para mim que só lá posso ir ao crepúsculo, pois o sol queima.
Não é igual às promoções e dicas do LIDL mas é o que se arranja.

TV3

E o esplendor passa às 23h.
Depois do inefável Malato pois claro, porque há prioridades.
Como dura 4 horas, acabará depois das 3h.
Para quem não é imune à mosca tze tze, é fatal.
O que vale é que tenho o DVD.
Tou a falar do Apocalypse Now Redux.
E pior seria o Malato a durar 4 horas.
Ou a substituir o Marlon Brando.

TV2

Outra vez a Quinta!
Haverá re-Pachorra???
Eu pode ser da choquice do dia, mas pessoalmente não tou a ver.
Só se forem consequentes: sexo e chapos.

TV1

Mais uma vez e sempre o melhor da TV: contra-informação.
Faz o Domingo ter um lado vagamente simpático.
Ainda por cima o alinhamento é perfeito: começa "seriamente" com o telejornal.
Depois este começa a ajabardar com as histórias de "sociedade".
Em seguida toca a deslizar até ao tempo de antena do prof. Marcelo Caetano.
E finalmente sim, o momento da redenção.
O problema é o que fazer depois: aturar Malato a as Malatices, aturar as "Excelências", desaturar o Hermano, reaturar a quinta ou drómir.
Desde que se não durma com o Malato, a pensar no Hermano a obrigar-nos a chamarmos-lhe Excelência, num palheiro da quinta, a sobrevivência é ainda possível.

Bom Dia3

Sei que é de Noite, mas tendo em conta o dia não se nota grande diferença.
Estou choco e ausente como o dia.
O Domingo só existe para lembra o que não foi feito, o que falta fazer e que o que é doce acaba cedo.
Temos mesmo dificuldade em lidar com a libardade. Clamamos e clamamos por ela, quando ela chega não sabemos o que dela fazer.

sábado, março 19, 2005

Boa Noite1

E depois de uma semana a pensar no fim-de-semana,
depois de uma sexta apetecida mas não vivida,
surge o Sábado esmagador em sua potência.
O único dia da semana de quase-completa liberdade.
Por enorme que fosse o dia, fora mas alto do que os altos e não estaria à altura dos sonhos e dos cheiros.
Quando tudo se pode fazer, sucumbe-se ao início pela rotina, sendo que raras vezes se acaba fora dela. Pode ser que ela seja agradável.
Ver os amigos no Pi.
Tentar dançar e beber no Tri.
E olhar, olhar sempre.
Contemplar.

Benet2

Na Penumbra

"Ofende-me" - disse -, "ofende-me e irrita-me que digas que compreendes perfeitamente uma coisa sobre a qual debati toda uma vida sem nunca ter encontrado uma resposta satisfatória. Alarma-me a tua jactência, e a tua imodéstia predispõe-me a contradizer-te."

Benet1

Na Penumbra

Dir-te-ei também que sei perfeitamente qual a mensagem que me trará e aí reside a chave de todo o assunto. Não te posso dizer que tenha deixado de acreditar no seu conteúdo, ou que já nada represente para mim em função do tempo transcorrido. Pelo contrário, é forçoso reconhecer que para mim a mensagem continua a ser de vital importância e que de modo algum o meu interesse por ela diminuiu; também não aumentou, espero-o exactamente como no primeiro dia - o dia em que nos separámos, cada qual numa das margens do rio, separados pela ponte - , tal como é constante a minha segurança e a minha confiança no seu conteúdo. A vida levou-me a deixar de crer em muitas coisas mas em troca obrigou-me - muito contra a minha vontade - a conservar muitas outras crenças que, por numerosas razões, seria conveniente ter desalojado do meu espírito. E de todas elas, esta é a primeira e a mais inquietante. A vida é assim...

Boavista4

Cambada de empatas.
Quando não se tem ambição o talento é ditado pela sorte.

Boavista3

Já nos roubaram um penalty.
É sempre eficaz para o discurso consolador do mérito sem resultados.

Boavista2

O impossível Odaír já saiu.
E o Boavista já empatou.
Agora falta ganhar.

A Invisibilidade das Imagens

Eu lamento que seja vastamente analfabeto internetianamente.
Mas depois de ter percorrido meia www alguém me dá uma dica como poder por imagens no blog??!!
E não, faço parte daquela minoria estranha que não tem fotos digitais no PC ou debaixo da cama.

Boavista1

E o Boavista já perde.
Ainda por cima com o Penafiel.
Ainda por cima marcado por um gajo chamado Odaír. Quem???
Assim não é desta que fazemos a dobradinha.
E não haverá outra onde tal fosse tão possível.
Estou oficialmente com o toco.

Sol na Tromba ao Crepúsculo

Vou ver se apanho algum sol na minha tromba constipada porém já não gripada.
Não quero ficar um "nerd" bloguista.
Para "nerd" já basta o que basta.

Momento Líbido ao Crepúsculo

1º- "New Wave" na SIC: só visto, uma pessoa até fica sem apetite prá janta
2º-"Morangos e afins" na TVI: um bom nome, mas não conseguiram recrutar lusos ao nível do pessoau carioca.
3º- "Programa Infantil da 2:": no comments
...
69º- "Preço Certo" na RTP1: só por critérios escatológicos

Marías2

Amanhã na Batalha Pensa em Mim

"Queres telefonar ao teu marido?", perguntei a Marta. "Talvez te tranquilize falar com ele e que saiba que não estás bem." Não suportamos que aqueles que nos são próximos não estejam ao corrente das nossas dores, não suportamos que continuem a pensar que estamos mais ou menos felizes se já não o somos, há quatro ou cinco pessoas na vida de cada um de nós que devem estar inteiradas de tudo o que nos acontece no exacto momento, não suportamos que continuem a acreditar no que já não é, nem um minuto mais, que nos pensem casados se ficamos viúvos ou com pais se ficamos orfãos, em companhia se nos abandonam, ou com saúde se adoecemos. Que nos pensem vivos se morremos. Mas aquela era uma noite estranha, sobretudo foi-o para Marta Téllez, sem dúvida a mais estranha da sua existência. Marta voltou então mais o rosto, vi-o um momento de frente como ela deve ter visto o meu, já há algum tempo que me mostrava apenas a nuca cada vez mais suada e rígida, os fiapos de cabelo corriam-na cada vez mais densos como se o barro os fosse impregnando; e as costas nuas, sem sinaisde doença. Ao voltar-se completamente vi-lhe os olhos tão piscos que parecia improvável que vissem alguma coisa, as largas pestanas quase os cobriam, não sei se a estranheza do olhar que vi se devia ao facto de se ter esquecido de mim transitoriamente e de não me reconhecer ou à minha pergunta e ao meu comentário, ou talvez ao facto de nunca se ter sentido como se sentia agora. Suponho que estava a agonizar e que eu não me dava conta disso, agonizar é algo de novo para qualquer pessoa. "Estás louco?", disse-ma, "como é que lhe vou telefonar, matava-me."

Marías1

Amanhã na Batalha Pensa em Mim

Nunca ninguém pensa poder vir a encontrar-se com uma morta nos braços e que não mais verá o seu rosto cujo nome recorda. Nunca ninguém pensa que alguém vá morrer no momento mais inoportuno, apesar disso estar sempre a acontecer, me acreditamos que nunca poderá morrer junto de nós alguém a quem não esteja previsto que isso aconteça. Muitas vezes ocultam-se os factos ou as circunstâncias: aos vivos e àquele que morre - no caso de ter tempo para sse dar conta disso - envergonha-os muitas vezes a forma da morte possível e as sua aparências, também a causa. Uma indigestão de marisco, um cigarro acendido no momento de adormecer que pega fogo aos lençóis ou, ainda pior, à lã de um cobertor; um escorregão no duche - a nuca - uma pancada no fecho da porta do quarto de banho, um raio que fende uma árvore numa grande avenida e essa a´rvore que ao caír esmaga ou ceifa a cabeça de um transeunte, um estrangeiro talvez; morrer em peúgas, ou num cabeleiireiro com um grande barbeiro, num prostíbulo ou no dentista; ou comendo peixe com uma espinha atravessada, morrer engasgado como as crianças cuja mãe não se decide a meter-lhes um dedo na garganta para as salvar; morrer quando se está a fazer a barba, com uma face cheia de espuma e a barba para sempre desigual até ao fim dos tempossem ninguém reparar nisso e por piedade estética terminar o trabalho; isto para não mencionar já os momentos menos nobres da existência, os mais recônditos, dos quais nunca se fala a não ser na adolescência porque fora dela não há pretexto para isso, apesar de haver quem fale deles para fazer uma graça que nunca tem graça. Mas essa é uma morte horrível, diz-se de algumas mortes; mas essa é uma morte ridícula, diz-se também, entre gargalhadas. As gargalhadas surgem porque se fala de um inimigo por fim desaparecido ou de alguém remoto, alguém que nos afrontou ou que há muito habita no passado, um imperador romano, um tetravô, ou então alguém poderoso em cuja morte grotesca se vê apenas a justiça ainda vital, ainda humana, que no fundo desejaríamos para toda a gente, incluindo nós. Como me alegro com essa morte, como a lamento, como a celebro. Às vezes é suficiente para causar o riso que o morto seja alguém desconhecido, cuja desgraça inevitavelmente risível lemos nos jornais, pobrezito, diz-se emtre risos, a morte como representação ou como espectáculo de que se dá notícia, todas as histórias que se lêem ou escutam entendidas como teatro, há sempre um grau de irrealidade naquilo que nos comunicam, como se nada se passase nunca realmente, nem sequer o que acontece connosco e não esquecemos. Nem sequer aquilo que não esquecemos.

Barbeiro3

Ontem visiteo o meu Barbeiro de há uns dois anos.
Descobri que ele foi casdo com uma espia.
Também descobri que ela ganhava muito bem.
Não é fantástico?

Relógio D'Àgua

Ecanta-me a maioria dos livros editados pela Relógio d'Água.
Venero o Javier Marias, só por isso já são Deus.
Abomino que ainda não vá a meio do livro e as páginas persistam em saltar fora, como se quisessem ficar espalhadas pela cidade.
Andam com falta de cola???

Constituição Europeia1

"E que tal se trocássemos umas ideias sobre o assunto?"

Eu há dias em que penso que não teria sido pior termos perdido a guerra de 1640.
Os Espanhóis gritam sempre, é certo, mas não tanto como os italianos.
E de uma forma (muito) geral são giros).
E teríamos o Zapatero!

Mulheres1

Gostaria de abrir aqui um espaço para o debate sobre a história do nº e da qualidade das mulheres.
Também gostaria de ver mais mulheres no Governo. Mas continua a parecer-me mais importante a adopção de políticas de género, sobretudo para o grosso das mulheres, constituído pelas menos qualificadas e que têm realmente uma vida de cadela (não como a da minha Juca que dorme e ressona regaladamenta ao meu lado).
É também verdade que ainda não recuperei da desilusão com o silêncio e a passividade das mulheres depois do pessoal ter votado "Prais" no referendo da IVG.
Como foi (é) possível terem estado caladas e quietas, Senhoras?

Recomendo3

o Café Ceuta na rua prória.
Porque não há melhor para gente civilizada do que grandes mesas, grandes cadeirões, grandes espelhos, grandes mármores e grandes velhotes, que apesar de já não procurarem nada (que inveja me faz a serenidade) se vestem bem e são intrinsecamente dignos.
Mesmo quando escarram e molham a torrada no galão.
Ah, os copos de galão são daqueles com a pega em metal.
Porque é que não se pode viver lá?

Recomendo2

O café Alessandro Nanini ali na Firmeza.
Senhoras simpáticas, música gradável e bolos e comida em geral de fazer tossir um diabético.

Recomendo1

O dicionário Huaiss que sai com o DN às 4ªas.
Sei bem que é carote: 10€90 + Jornal.
Já que temos de dizer alguma coisa convém que tenhamos uma ideia do que dizemos.
Sendo o sexo a forma mais perfeita de comunicação e a linguagem a mais imperfeita, vá-se lá saber porque escolhemos a última como rotineira, livre e incontida.

Cesariny3

poema

Tu estás em mim como eu estive no berço
como a árvore sobre a tua crosta
como o navio no fundo do mar


in "Pena Capital", p.20

Cesariny2

de profundis amamus

Ontem
às onze
fumaste
um cigarro
encontrei-te
sentado
ficámos para perder
todos os teus eléctricos
os meus
estavam perdidos
por natureza própria

Andámos
dez quilómetros
a pé
ninguém nos viu passar
excepto
claro
os porteiros
é da natureza das coisas
ser-se visto
pelos porteiros

olha
como só tu sabes olhar
a rua os costumes
O Público
o vinco das tuas calças
está cheio de frio
e há quatro mil pessoas interessadas
nisso

Não faz mal abracem-me
os teus olhos
de extremo a extremo azuis
vai ser assim durante muito tempo
decorrerão muitos séculos antes de nós
mas não te importes
muito
nós só temos a ver
com o presente
perfeito
corsários de olhos de gato intransponível
maravilhados maravilhosos únicos
nem pretérito nem futuro tem
o estranho verbo nosso


in "Pena Capital", p. 17

Cesariny1

you are welcome to elsinore

Entre nós e as palavras há metal fundente
entre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos morte violar-nos tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas florestas venenosas portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício

Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras de morte
há palavras imensas, que esperam por nós
e outras, frágeis, que deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens, palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição

Entre nós e as palavras, surdamente,
as mãos e as paredes de Elsenor
E há palavras e nocturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar

e os braços dos amantes escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras maternais só sombra só soluço
só espasmos só amor só solidão desfeita

Entre nós e as palavras , os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar


in "Pena Capital", p.35

Herbertrianos1

Quanto a assuntos herbertianos, se um houvesse que ser escolhido teria que ser o Tríptico II, pois nele está a mais bela declaração de amor. Que au já usei e tenho a certeza que um dia repetirei já sem a fragância original (não se deve regressar a um sítio onde se foi feliz, ou deve?)E como diz o António, não há livro que não trocasse (incluindo os dele) por uma bela noite de amor.

Bom Dia2

Últimas da Batalha:
Ampla derrota do Cêgripe na Sexta à Noite que impossibilitou qualquer gozo para além do suor.
Noite de suor e treme-treme a sonhar com o que poderia ter sido uma outra bela noite de suor e treme-treme, mas não foi.
Vitória provisória do Cêgripe pela manhã.
Esperança de uma noite de suor e treme-treme, em outra casa que não a da Gripe.

sexta-feira, março 18, 2005

Absolut1

Isto agora só lá vai com alguns Absolut Limão. Pode ser que ajudem o cêgripe, porque ele anda fracote, tadito.

It's Friday1

IT'S FRIDAY
I'M not IN LOVE yet

Barbeiro2

Adeus à "mosca" (em que[m] é que mordo agora?)
Viva às Suiças

Barbeiro1

Já Decidi!
Apesar de estar com gripe, ou talvez por isso mesmo, vou ao barbeiro.
Pode ser que ele acerte na jugular.
(Sempre gostei desta palavra. deve ser por ser parecida com Jaguar, snif...)
[Jagular, não barbeiro.]

Triplex1

No último fds acabei a dançar em cima da prateleira dos cd's.
Este fds há Compact Discothèque com o Nuno Coelho.
Será que desta acabo em cima dos pratos, a girar, a girar?

Gunas1

Gunas

Gunas são como divãs
broncos indiscretos
de "à-patrão" sujo
...
Deitados nos Gunas...

Boa Tarde1

Últimos Resultados da Batalha:

O Cêgripe, coma ajuda de alguns benurãos e uma mãozinha dos halls, ganha vantagem ao driblar a dor corporal e os arrepios, mas tá aa ficar mas no impedimento do afluxo dos fluídos ranhosos.

Já acabei os lenços de papel, aqui não vendem, só tenho papel higiénico ou timbrado, o que faz o meu narizito (quando comparado com o Grande Júlio Isidro) passar de burmelho a roxo. Mas roxo até é uma cor gira.

Programa do Governo1

Concursos Públicos e Púbicos

Aparentemente os concursos para a entrada na função pública serão centralizados. Isto é, haverá um concurso anual e depois os candidatos admitidos serão colocados nas diferentes necessidades da Administração Pública.
Sei que parece confuso e que vai contra a retórica da descentralização.
Eu tive apenas (!!!) 6 meses a tentar estes concursos. Fiquei admitido num, com contracto de 6 meses. Este foi limpo. Não conhecia mesmo ninguém.
Confesso porém que, se conhecesse alguém (bela expressão!), teria a esse alguém recorrido. Todos os outros em que participei já se sabia, antes das provas, quem era o candidato que ficaria.
O pior é que quando falava com outros concorrentes eles diziam que já andavam nesta vida (a vida plepnástica de concorrer a concursos) há anos. Entretanto, como tinham que comprar o pão, faziam outra coisa qualquer e não abdicavam da esperança de acreditar que um dia poderiam talvez ser admitidos para uma função mais próxima das suas vocações e qualificações.
Houve um que me disse a ilustração seguinte:
Isto é como o totoloto, um gajo sabe que não "calha~", mas tenta sempre.
Realmente é difícil calhar quando os dados estão viciados à partida.

Com o concurso nacional, o Estado Autoritário e Cego, é bem provavelmente a melhor solução para impedir que cada serviçozinho tenha a sua agenda própria de amigos e protegidos.

Neste aspecto viva o Estado Ditador e Cego!

Dúvida Metafísica1

Será que o fim-de-semana também vai para o galheiro???
Será que a única realidade que vou contemplar será o meu ranho?
Será que o único corpo que verei (tocarei se os deuses me acompanharem) sérá o meu corpo repelente e suado a tossir e a tremer?

Bom Dia1

O Cêgripe começa a dar esperanças de poder vir a ganhar a batalha.
Aguarda-se ansiosamente o desfecho...

quinta-feira, março 17, 2005

Herberto4

Havia um Homem que ficou deitado
com uma flecha na fantasia

Herberto3

Fonte II

No sorriso louco das mães batem as leves
gotas de chuva. Nas amadas
caras loucas batem e batem
os dedos amarelos das candeias.
Que balouçam. Que são puras.
Gotas e candeias puras. E as mães
aproximam-se soprando os dedos frios.
Seu corpo move-se
pelo meio dos ossos filiais, pelos tendões
e orgãos mergulhados,
e as calmas mães intrínsecas sentam-se
nas cabeças filiais.
Sentam-se, e estão ali num silêncio demorado e apressado,
vendo tudo,
e queimando as imagens, alimentando as imagens,
enquanto o amor é cada vez mais forte.
E bate-lhes nas caras, o amor leve.
O amor feroz.
E as mães são cada vez mais belas.
Pensam os filhos que elas levitam.
Flores violentas batem nas suas pálpebras.
Elas respiram ao alto e em baixo. São
silenciosas.
E a sua cara está no meio das gotas particulares
da chuva,
em volta das candeias. No contínuo
escorrer dos filhos.
As mães são as mais altas coisas
que os filhos criam, porque se colocam
na combustão dos filhos, porque
os filhos estão como invasores dentes-de-leão
no terreno das mães.
E as mães são poços de petróleo nas palavras dos filhos,
e atiram-se, através deles, como jactos
para fora da terra.
E os filhos mergulham em escafandros no interior
de muitas águas,
e trazem as mães como polvos embrulhados nas mãos
e na agudeza de toda a sua vida.
E o filho senta-se com a sua mãe à cabeceira da mesa,
e através dele a mãe mexe aqui e ali,
nas chávenas e nos garfos.
E através da mãe o filho pensa
que nenhuma morte é possível e as águas
estão ligadas entre si
por meio da mão dele que toca a cara louca
da mãe que toca a mão pressentida do filho.
E por dentro do amor, até somente ser possível
amar tudo,
e ser possível tudo ser reencontrado por dentro do amor.


in "Poesia Toda", p.43

Herberto2

Aos Amigos

Amo devagar os amigos que são tristes com cinco dedos de cada lado.
Os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos,
com os livros atrás a arder para toda a eternidade.
Não os chamo, e eles voltam-se profundamente
dentro do fogo.
- Temos um talento doloroso e obscuro.
Construímos um lugar de silêncio.
De paixão.


in "Poesia Toda", p.113

In the mood for love

Et s'il y avait un deuxième billet? Irions nous ensemble?

Herberto1

Tríptico II

Não sei como dizer-te que minha voz te procura
e a atenção começa a florir, quando sucede a noite
esplêndida e vasta.
Não sei o que dizer, quando longamente teus pulsos
se enchem de um brilho precioso
e estremeces como um pensamento chegado. Quando,
pelo pressentir de um tempo distante,
e na terra crescida os homens entoam a vindima
- eu não sei como dizer-te que cem ideias,
dentro de mim, te procuram.

Quando as folhas da melancolia arrefecem com astros
al lado do espaço
e o coração é uma semente inventada
em seu escuro fundo e em seu turbilhão de um dia,
tu arrebatas os caminhos da minha solidão
como se toda a casa ardesse pousada na noite.
- E então não sei o que dizer
junto à taça de pedra do teu tão jovem silêncio.
Quando as crianças acordam nas luas espantadas
que às vezes se despenham no meio do tempo
- não sei como dizer-te que a pureza,
dentro de mim, te procura.

Durante a primavera aprendo
os trevos, a água sobrenatural, o leve e abstracto
correr do espaço -
e penso que vou dizer algo cheio de razão,
mas quando a sombra cai da curva sôfrega
dos meus lábios, sinto que me faltam
um girassol, uma pedra, uma ave - qualquer
coisa extraordinária.
porque não sei como dizer-te sem milagres
que dentro de mim é o sol, o fruto,
a criança, a água, o deus, o leite, a mãe,
o amor

que te procuram.


in "Poesia Toda", p.14

Política1

Inquietações sobre o Governo Socrático:

Será que Freitas do Amaral sabe que foi convidado para e aceitou o cargo de Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros e não o de Vice-Primeiro-Ministro ou afins???

Será que na equipa do Ambiente, podendo os 4 ser ministros, vai haver só um ministro e 3 secretários de Estado???

Será que a Reforma da Administração Pública será visível, prioritária e consequente, apesar de partilhada por, pelo menos, dois ministros???

Será que o Grande Gago se vai dar bem com a turbe Universitária??? (e os alunos não são a pior parte)

Verão

Primeiro dia de Verão.
Segundo dia de Gripe.
75º dia de Trabalho.
28º dia de Aniversário.
Enésimo dia de corpos desejáveis.
Primeiros dias de corpos desejàveis em todo o seu esplendor e visibilidade, em toda a sua ostentação. (acaso não se podiam tapar um bocadinho mais???)
Vou tentar não ostentar os lenços ranhosos.
VIVA A TORTURA E O CONSOLO DA CONTEMPLAÇÃO
VIVA O CÊGRIPE
VIVA O VERÃO

Quem disse que Gripe e Líbido não combinam???

O que se escreve quando se pode escrever sobre tudo:

?

28 Tempos

O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto o tempo tempo tem.

Il y aurait-il une fête dans cette solitude?